Trabalhei no Rock in Rio, bebê!

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Sabe quando você vivencia algo muito incrível e fica com a sensação que em algum momento você vai acordar daquele sonho? O final de semana passado foi assim pra mim e até agora é difícil cair a ficha que aquilo tudo realmente aconteceu comigo.

Como mencionei no post sobre o Amazonia Live, a ONG em que eu trabalho faz parte do projeto de restauração florestal que o Rock in Rio desenvolveu e foi convidada para exibir durante o festival o filme “Fogo na Floresta” que foi gravado em realidade virtual no Xingu e retrata as dificuldades cotidianas dos índios Waurá com a aceleração do fogo no entorno do Parque Indígena do Xingu (PIX).

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Como muitos de vocês sabem eu acredito muito em destino, que você deve entregar as coisas na mão do universo e que se for para o seu bem, ele fará com que as coisas aconteçam. A minha vida inteira sempre foi assim e cada vez mais eu tenho certeza disso. Digo isso tudo porque eu não estava escalada para trabalhar no #RiR, pois nossa equipe no instituto é bem grande e como é inviável levar todos os funcionários foram divididas duas equipes para trabalhar no festival. Faltando alguns dias para o início do festival foi decidido que precisavam de mais uma pessoa na equipe do último final de semana: Pode entrar, Mariana Hessel!

Como recentemente já havia passado mal de ansiedade com o ensaio do “Projeto Eu, gorda” eu comecei a controlar meu nervosismo desde que soube da notícia então decidi não contar pra ninguém pois quanto mais pessoas ficassem sabendo com antecedência, mais ansiosa eu ia ficar e eu num podia ter um treco lá né, bebê?

Guardar segredo da viagem foi bem essencial para aguentar meu nervosismo, só fui ficar ansiosa mesmo na sexta feira antecedente da viagem, principalmente porque só via notícias terríveis sobre os tiroteios no Rio de Janeiro e isso foi me deixando bem tensa pois essa foi minha primeira viagem sozinha, 100% alone no avião e minha mãe não ia poder nem me levar no aeroporto. Conclusão? Não dormi hahaha Agendei o táxi para 4h20, cheguei plena e nervouser em Congonhas às 4h50. Sabe que horas era o meu voô? SETE E VINTE CINCO. Isso que é ansiedade, bebê! Mas eu amo chegar com antecedência quando estou ansiosa pois vou me acostumando com o ambiente e vou fazendo tudo com calma, dei rolê, comprei um livrinho infantil mara sobre a Amazônia…

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Foi tudo bem mais tranquilo do que eu imaginava, o vôo é tão rápido que nem consegui terminar o episódio de The Big Bang Theory 😦

O translado do aeroporto também foi super de boas, muita gente me disse pra não usar Uber no RJ mas eu sou bem escorpiana teimosa, usei e AMEI DEMAIS o atendimento dos motoristas.notrailer_rockinrio_2

Cheguei no apartamento umas 9h da manhã, fui tomar café da manhã com a minha chefe xará, e como já estava de maiô por baixo da roupa e com a bolsa da praia prontíssima, fui direto procurar a balsa que ia até a praia. Infelizmente a balsa é tão rápida que não consegui tirar foto mas preciso dizer que me senti muito na abertura de CSI Miami quando pisei nela e atravessei o rio HAHAHAHA.

Já cheguei na praia da Barra lançando moda. Sou daquelas que quando vai para uma cidade litorânea e para a praia TEM QUE IR NO MAR. O mar tava super bravo, puxando muito mas é claro que isso não é empecilho nenhum for me, né? Dei dois mergulhos de boa mas no terceiro a onda me fez dar uma cambalhota top e ralar meu cotovelo nas pedras e conchas. Desfecho? Um machucado topíssimo de lembranças da minha mãe Yemanjá ❤

Um pouco mais tarde o pessoal do meu trabalho, do Programa Xingu, chegou no quiosque para almoçarmos e aproveitar mais um pouquinho a praia.

Retornamos para o apartamento com um tempo bem curto mas nos arrumamos super rápido (bem the-fash mesmo), e conseguimos pegar a van para a Cidade do Rock. Como o meu turno só iniciava às 19h consegui dar uma volta pelo #RiR antes de começar a trampar mas É MUITO GRANDE AQUILO!!! Sério gente, é surreal a imensidão daquele lugar e o tanto de coisa que acontece ao mesmo tempo então se você quer uma dica da Tia Hessel é: vá com tempo e explore tudo o que puder ali, aproveite cada segundo! Foi isso o que eu fiz, mesmo tendo pouco tempo para dar rolê eu consegui ver praticamente tudo o que estava acontecendo e aproveitar cada momento do festival, mesmo estando lá para trabalhar!

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O stand do Amazonia Live estava localizado com uma visão privilegiada para o Palco Mundo, o palco principal do festival. Estavamos em duas organizações diferentes: o ISA, onde eu trabalho, e a Conservação Internacional (CI) exibindo dois filmes gravados em realidade virtual na Amazônia, levando o público do festival para conhecer mais de perto a realidade dos povos indígenas com os impactos ambientais e engajando todas essas pessoas a abraçar essa luta que envolve o futuro de todos nós.

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No primeiro dia o line up do palco mundo contava com Titãs, Incubus, The Who e Guns n’ Roses. Sinceramente acho que esse dia foi bem histórico porque o Axl simplesmente cantou 35 músicas e só o show do Guns durou cerca de 4 horas sem parar!!! Fiquei bem impressionada e assistimos tudo de camarote! Bem phynos!

Chegamos no apartamento cerca de seis da manhã, dormi por umas três horas e acordei plena para tomar banho, me arrumar, customizar a camiseta, me maquiar e tomar um café da manhã caprichado e pegar a van ao 12h para trabalhar no primeiro turno do domingo e conseguir ver meu Jared Leto de boas ❤

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Como chegamos lá mais cedo do que nossos turnos de trabalho e antes que os portões abrissem para o público geral, dava pra curtir um pouco mais, porém eu inventei que queria fazer tranças no meu hair. O evento contratou um salão de beleza do Rio de Janeiro para fazer o cabelo dos funcionários do evento. A única questão é que demorou bastante pois quem era “staff” ou da “equipe de apoio” passava na sua frente pois eles eram prioridade no evento então sempre quando chegava minha vez chegava umas 3 meninas de roxo e acabavam passando na minha frente, então isso acabou me atrasando (e me irritando também hahaha). Uma das meninas do apoio ficou com tanta dó de mim que me deu até um pin do Rock in Rio e eu quero muito agradecer ela mais uma vez por esse gesto por meio desse post ❤

Finalmente de tranças, eu tava pronta pra trampar! Fiquei na posição na qual chamamos de “encantadora” onde conversava com o público sobre o projeto e os filmes que estávamos exibindo em realidade virtual. Também ficava segurando a bandeira da Amazonia Live, erguida pela rainha Gisele Bündchen na abertura, e um totten onde a pessoa podia tirar foto com a #EuFuiProXingu ou #EuFuiPraAmazônia.

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Consegui emendar meu horário de pausa (1 hora) com o fim do meu turno e isso foi suficiente para eu conseguir aproveitar o restinho do domingo antes de começar os shows principais do Palco Mundo. Fui conhecer a outra parte que eu ainda não tinha conseguido ir então visitei a loja oficial, o palco Uber, a arena de games e tentei conhecer o Marcelo Hessel, mas não obtive sucesso em encontrá-lo por lá 😦

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Retornando ao palco mundo, durante o show do The Offspring eu tentei chegar até o meio da multidão mas sinceramente vi que não valia a pena ficar por ali pois quase não conseguia enxergar o telão pois os rapazes da minha frente eram muito altos, então voltei para o stand do Amazonia Live e fiquei lá até o fim do show do 30 seconds to mars, onde eu pude gritar, cantar e chorar à vontade HAHAHAHA.

Para quem não sabe, eu sou “aloka dos brindes” desde que nasci e fico muito feliz quando ganho um mimo. Sábado eu não liguei muito para brindes pois já tinha percebido que era impossível enfrentar as filas de brinde, curtir o festival e trabalhar no stand ao mesmo tempo então desencanei. Mas fiquei sabendo de um projeto de reciclagem da Heineken onde juntando 15 copos de chopp você trocava por um copo oficial da Heineken para levar pra casa. Nisso o pessoal MARAVILHOSO do meu trampo, se engajaram em conseguir o copo e juntavam todos os copos de chopp que eles bebiam para a gente trocar por um copo oficial da Heineken pra mim.

Quando me recuperei dos impactos causados por Jared Leto no meu pobre coração, fui contabilizar os copos para ver se já dava para trocar por um copo oficial. O placar era de 31 copos então iríamos conseguir DOIS COPOS OFICIAIS. Como a fila do stand da Heineken vivia cheia, aproveitei esse momento que todo mundo tava indo pro palco mundo para ir contra fluxo e pegar o stand mais vazio. No meio do trajeto eu fui conseguindo mais e mais copos descartáveis. O resultado foi que consegui 72 copos descartáveis e troquei eles por QUATRO COPOS OFICIAIS!!! Você quer determinação, @ ?

Com os tão desejados copos na mão eu estava ilhada do outro lado da Cidade do Rock e era impossível retornar ao stand tão cedo. Aproveitei o momento de solidão para comer uma Domino’s Pizza e fui surpreendida com o stand da Maloca Manaus ao lado de onde eu estava. Acabei me esquecendo de mencionar mas desde antes de saber que eu ia para o Rock In Rio, assisti alguns tours que alguns youtubers fizeram pela Cidade do Rock e vi que existia um stand sobre Manaus que estava fazendo pintura corporal e distribuindo alguns colares de sementes. Desde que pisei na Cidade do Rock fiquei determinada em encontrar esse stand mas não achava e todo mundo confundia ele com o da Amazonia Live, então chegou um momento que eu desisti de procurar e simplesmente joguei na mão do universo.

Pois então, bem no meu momento de isolamento eu encontrei o stand bem diante dos meus olhos. Quando entrei o pessoal já estava guardando as coisas e aí comecei a conversar com o pessoal da desmontagem dizendo que era uma pena eu ter descoberto o stand só no final do evento e que acabei perdendo a pintura corporal com jenipapo e o colar de sementes. Nisso o tatuador de Manaus, Afrânio, escutou e me deu o último colar de sementes que ele tinha consigo – minha gratidão por esse gesto Afrânio, estou usando esse colar com muito carinho e vou guardá-lo para sempre!

Saindo da “Maloca Manaus” decidi enfrentar a multidão e retornar pro stand do Amazonia Live. Dessa vez como eu estava indo para o mesmo sentido da multidão foi bem mais díficil porém cheguei à salvo no stand e portando os tão desejados copos oficiais da Heineken HAHAHAHA. O mais legal foi que como consegui quatro copos, todo mundo que colaborou juntando os copos descartáveis conseguiu levar um copo oficial pra casa!

Curtimos todos juntos o restante do show do Red Hot e assistimos a última queima de fogos do Rock In Rio, que é uma das coisas mais emocionantes que já presenciei na minha vida.

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esse réveillon quero assistir os fogos da Cidade do Rock de novo! #RockInRio rainha #Reveillon nadinha HAHAHA

Da última vez que fui pro Rio, em 2015 pra conhecer o Projac, fui atacada com uma chuva de fogos de artifício (Vasco X Botafogo) que atingiu até o meu pé (tem vídeo nosso fugindo dos fogos pela praia deixando todos os nossos pertences todos pra trás). Dessa vez parece que o jogo virou…

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Levo pra casa muito mais do que lembranças. Esse final de semana foi sem dúvidas uma das melhores experiências e oportunidades que já vivenciei na minha vida. A energia do Rio me fez um bem danado! Nitidamente eu voltei outra pessoa e todo mundo ao meu redor reparou e está me dizendo isso.

Minha gratidão por esse novo ciclo que se inicia na minha vida e MUITO OBRIGADA ISA por me permitir tantas coisas incríveis, obrigada a cada um de vocês que vivenciaram essa viagem ao meu lado: é uma honra imensa participar desse time! ❤

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eu acredito em um mundo melhor e faço a minha parte para protegê-lo. grandes mudanças começam com pequenas atitudes: dê o primeiro passo e abrace essa luta que é de todos nós! Respeitar a natureza é o mínimo que devíamos fazer e é muito triste ver nosso egoísmo impactar um dos nossos maiores tesouros.

Repense a comida que você desperdiça, a água potável que você jogou fora, o tanto de embalagem e lixo que você produz e acumula… sempre existem outras alternativas e quanto mais cedo a conscientização acontecer mais rápido a gente consegue recuperar os danos e garantir um FUTURO. 💜#AmazoniaLive

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ps: Quando eu digo que eu vou contar uma história eu conto tudo nos mínimos detalhes então esse post ficou realmente enorme pois é toda a minha memória desse final de semana incrível. Se você leu tudo e chegou até o final, comenta aqui embaixo! Estou super curiosa para saber se você leu, o que você achou, etc.

beeeijos,
Mari Hessel

 

 

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Projeto fotográfico Eu, gorda

Como de costume, sete de setembro é a data em que celebramos a independência do país. Dessa vez a data foi um marco além na minha vida: celebrei também a minha independência como mulher, uma mulher gorda.

Neste feriado eu e mais seis meninas, de diferentes regiões de São Paulo, desembarcamos em Tremembé para sermos fotografadas sob o Olhar de Paulina. Milena Paulina, de 22 anos, é quem criou o projeto fotográfico “Eu, gorda” para retratar a beleza e poesia que enxergava em cada uma daquelas mulheres.

“Ano passado, senti que o sentido da fotografia na minha vida, seria focar em algo que sou, conheço e posso usar para passar uma mensagem pro mundo: a minha realidade de mulher gorda. Tentar ao máximo me conectar com outras mulheres que passaram pelas mesmas coisas que eu e além. Fazer com que essas mulheres se conectem a outras e juntas, passarmos uma mensagem pra quem precise ouvi-la.”

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O ensaio foi realizado em um loft bem amplo, de janelas grandes e parede de tijolinhos, ou seja, ganhou o meu coração apaixonado por decoração. ❤

Começamos uma roda de conversa, onde cada menina contava um pouco sobre um pouco sobre si. Esse momento é sem dúvidas um grande diferencial nesse projeto pois ali você conhece a vivência de cada menina e se identifica com um pouco de cada história. É o momento que você se conecta com aquele movimento e percebe que não está sozinha!

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Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa extremamente ansiosa e antes mesmo de combinar os detalhes do ensaio com a Mi, eu já estava super “nervosa” aguardando o grande dia. O resultado da minha ansiedade foi “fazer a exorcista” e passar mal o dia inteiro de tanto nervoso, chegando até a pensar que nem iria conseguir tirar as fotos. Fora a minha mãe, eu nunca tinha passado mal na frente de outras pessoas e as meninas foram muito maravilhosas comigo, tanto é que consegui melhorar no finalzinho da tarde.

“Quem me vê assim plena na janela nem imagina que eu vomitei o dia todinho de tanta ansiedade pelo dia de hoje!”

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Neste sete de setembro eu terminei de quebrar os padrões que ainda habitavam em mim pois sempre achei que nunca iria ter coragem de ser fotografada sem a blusa. Minha gratidão eterna à Milena e cada uma das meninas que participaram desse ensaio coletivo: Ana, Bárbara, Kika, Lu, Melina e Tamires. Vou guardar esse dia e cada uma dessas fotos com muito amor. ❤

Mais informações sobre os próximos ensaios no INSTAGRAM e no FACEBOOK da Mi.

O melhor presente que ganhei aos 18 anos

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Faz alguns meses que fiz um desabafo aqui no blog sobre minha crise dos vinte e minhas expectativas para a vida pós 18 anos. O fato é que nem tudo são flores como a gente imagina que seria após a adolescência, tenho certeza que você achava que a sua vida seria uma completa liberdade onde você seria a estrela do próximo “Curtindo a vida adoidado” hahaha

Algo em especial mudou na minha vida depois que completei 18 anos e que se você me contasse isso antes, talvez eu duvidasse de você.

A minha vida inteira eu fui diferente e me sentia completamente diferente das outras meninas da escola. Para a minha tristeza essa diferença era tão nítida para os outros alunos que eu era excluída, motivo de piadas e perseguição.

Durante toda a minha vida eu achei que eu teria que mudar para me encaixar, ser aceita e dar um basta naquele sofrimento cotidiano. Ser diferente dói muito pois as pessoas que ainda não sabem lidar com as diferenças acham que elas estão certas e são o padrão a ser seguido e o diferente é que precisa mudar e se tornar “normal”.

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Após os meus 18 anos eu continuei sendo diferente mas algo realmente mudou dentro de mim: eu não me importava mais em ser diferente e toda a diferença que existe dentro de mim é aquilo que me torna uma pessoa única no mundo, então passei a me valorizar como pessoa e como mulher. Passei a enxergar as minhas qualidades bem mais nítidas do que qualquer “defeitinho” sequer.

A partir desse momento que troquei o “óculos” e me olhei como a Mariana da adolescência nunca tinha se visto antes: abriu-se um novo caminho na minha vida, completamente blindado a qualquer padrão que queira se impor.

Obrigada 18!

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Fotos: Milena Paulina | Olhar de Paulina

Parabéns Bernô, mas cadê o metrô?

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Nesse domingo chuvoso, de frio e neblina que a terra da garoa fina completa seus 464 anos.

Sou paulista mas meu coração é batateiro. São Bernardo é a cidade que me acolheu desde os sete anos de idade. Se tem algo que eu amava e sinto falta todos os dias da minha vida é sair da escola e poder bater perna na Marechal: fazer o caminho mais longo para, além de evitar as enormes ladeiras, poder ouvir durante o trajeto os incontáveis “dá uma olhadinha, moça?” e o “deeeentista jovem”.

É sem dúvidas um dos lugares que eu mais amo e odeio ao mesmo tempo. Quando eu digo isso, eu falo por bem. Vejo aqui um enorme potencial, não é a toa que concentramos grandes empresas automobilísticas aqui e que a cidade se tornou esse grande polo industrial. Mas é triste ver uma cidade tão grande e bonita continuar sem estruturas, sem evolução.

Além de não contar com nenhuma estação de trem ou metrô, como as outras cidades do ABC possui, nossas linhas municipais e intermunicipais são ainda mal estruturadas e muito caras.

Há bairros com muitas linhas de ônibus e há bairros que se quer existe ônibus. Às vezes até existe UMA ÚNICA LINHA e você fica no ponto por mais de uma hora e quando o dito cujo passa não há condições nem de entrar pela porta. Isso me acontece durante anos e é revoltante, cansativo.

Mais cansativo ainda, é ter que pegar um total de OITO CONDUÇÕES para trabalhar todos os dias pois a vida de todo São Bernardense é ter que pegar no mínimo duas conduções: um ônibus do seu bairro até o centro e um outro ônibus do centro para seguir em diante ao seu destino, que no meu caso é Higienópolis (São Paulo) onde eu trabalho –  então acabo pegando ainda mais duas conduções.

O fato é que são pouquíssimos os bairros em São Bernardo que contam com o privilégio das linhas intermunicipais e o atendimento das linhas municipais não deve ser atualizado por anos: os bairros se expandem, os condomínios mais cheios de apartamentos e as linhas de ônibus continuam estacionadas na garagem.

Meu bairro é enorme: possui duas grandes comunidades e uma rua cheias de condomínios. Meu condomínio possui 21 blocos, cada bloco 15 andares e cada andar 8 apartamentos. Só aqui temos uma população quase de uma cidade e nesse final de ano vão entregar mais 6 blocos aqui no condomínio. Além disso foi inaugurado um Shopping aqui próximo do meu bairro.  Adivinha quantas linhas de ônibus nós temos aqui?

É bem desesperador ver a tarifa do ônibus custar R$ 4,20 e você não enxergar melhorias, nenhuma palha ser movida em benefício dos habitantes.

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No começo desse ano eu postei nas minhas redes sociais “A vida é muito curta para morar em SBC”. Desde que me mudei pra cá vejo os grandes problemas que a cidade enfrenta com as enchentes. Foi feita uma enorme campanha, o tal do “Projeto Drenar” e com ele inúmeras promessas e uma obra interminável. As chuvas do começo desse ano foram desesperadoras e por dois dias eu não conseguia voltar pra casa de nenhuma maneira. Vendo pelo caminho várias pessoas completamente ilhadas, com suas casas e comércios cheios de água e seus carros “boiando” pelas ruas.

O meu maior desejo para São Bernardo coincide com a palavra escrita no ônibus que me trás para casa todos os dias e a palavra que levo comigo marcada no corpo: São Bernardo, eu te desejo ESPERANÇA!

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Desabafo & Crise dos 20

Infelizmente eu ando tendo várias crises em relação a minha vida pois sempre acho que eu devia estar fazendo melhor, me dedicando mais e sempre acho que estou atrasada e perdendo tempo. Antes de fazer 18 anos eu tinha várias expectativas em relação a “minha vida pós 18” e nenhuma delas eu consegui atingir até hoje. Isso me frustrou uma cobrança enorme e que quando eu enxergo o futuro eu só consigo me “aliviar” pensando em como eu vou quitar essas dívidas comigo mesma, dívidas que eu mesma criei. Isso é muito sufocante.
Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa super ansiosa e como eu costumo dizer: bem desesperada. Eu entro em pânico cada vez que alguém me cobra uma visita, uma atenção ou questiona sobre a minha vida e o futuro dela. Eu sempre acho que não estou sendo suficiente e que talvez eu nunca seja suficiente.
Me apegar a essa expectativa que eu criei sobre o meu futuro era algo que me motivava e que me servia de impulso. Hoje eu sinto que toda essa cobrança está me afundando…

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SORTEIO: Patches termocolantes!

Ano passado fiz um post aqui no blog sobre patches e decidi fazer um sorteio deles por aqui! eai, quer ganhar esses patches lindos??

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 Regras para participar do sorteio:

1) Siga o instagram @instagiaria

2) Curta a página do blog no Facebook (http://facebook.com.br/blognotrailer )

3) Marque 3 migos nos comentários dessa foto.

Você pode participar quantas vezes quiser mas lembre-se de marcar apenas 3 pessoas por comentário, assim o sistema consegue identificar a sua participação.

Não é válido marcar perfis de lojas, perfis de famosos, perfis fakes ou ficar marcando a mesma pessoa várias vezes. As marcações só serão válidas NESTA FOTO e via Instagram.

O sorteio é válido apenas para residentes no Brasil e será realizado dia 27 de Maio. O sortudo será avisado nas suas redes sociais.

Boa sorte!!! ❤

Precisamos falar sobre bullying e 13 Reasons Why!

Certamente, você deve ter visto muita gente na sua timeline falando sobre “13 Reasons Why”. Sendo uma adaptação do livro de Jay Asher publicado em 2007, a nova série da Netflix teve sua estreia dia 31 de março e desde então causou um grande “boom” nas redes sociais.NetflixTiein

A história relata a vida da jovem Hanna Baker que cometeu suicídio sem ninguém saber ao certo o motivo que a levaria tomar essa decisão. Pelo menos não de início. O atrativo da história é como esses motivos são revelados ao público: Hanna gravou sete fitas cassete narrando cada um dos porquês, e principalmente, quem são os 13 responsáveis por ela chegar a esta conclusão. Quem recebe as fitas está diretamente relacionado ao motivo e além de escutar as fitas, a pessoa tem que seguir uma série de instruções para passar a fita à diante para o próximo responsável.

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Prometo não dar muito spoiler mas você já deve imaginar que a raiz dos motivos é aquilo que muitos adolescentes passam na época do colégio: O BULLYING.

Lembro do dia quando fui apresentada a essa nova palavra sendo que já era vítima dela há muitos anos. A nova palavra se tornou rotineira assim como seu ato. Foi quando sua gravidade chegou a se tornar motivo de piadinha nos corredores. Com bullying não se brinca.

Para alguns pode ser bobagem mas já estava na hora do assunto ser tratado como protagonista, afinal o bullying é o gatilho para muitas das decisões por suicídio e não deve ser mascarado e tratado como algo sem importância.

A série deixou meu coração angustiado e me fez recordar a perseguição que sofri na época da escola. Apelidos, piadas, exclusão, perseguição. Coleciono histórias em que me senti humilhada pelos meus colegas e isso refletiu em um enorme complexo de autoestima, inferioridade, depressão e mania de perseguição.

Screen-Shot-2017-02-22-at-5.41.22-PMAcredito que quem sofreu com o bullying no passado sempre levará consigo essas cicatrizes e pode lidar com elas de várias maneiras. Trabalhando muito meu psicológico, passei a encarar as coisas de uma maneira diferente, criando um escudo onde cada agressão verbal não conseguia mais me atingir.

Eu espero do fundo do meu coração que a série incomode os espectadores ao ponto de não aceitarem o bullying em seu cotidiano, criando um novo olhar sobre as pessoas. #NaoSejaUmPorque e não machuque seus colegas, você não tem esse direito.

beeijos,
Mari Hessel