Precisamos falar sobre bullying e 13 Reasons Why!

Certamente, você deve ter visto muita gente na sua timeline falando sobre “13 Reasons Why”. Sendo uma adaptação do livro de Jay Asher publicado em 2007, a nova série da Netflix teve sua estreia dia 31 de março e desde então causou um grande “boom” nas redes sociais.NetflixTiein

A história relata a vida da jovem Hanna Baker que cometeu suicídio sem ninguém saber ao certo o motivo que a levaria tomar essa decisão. Pelo menos não de início. O atrativo da história é como esses motivos são revelados ao público: Hanna gravou sete fitas cassete narrando cada um dos porquês, e principalmente, quem são os 13 responsáveis por ela chegar a esta conclusão. Quem recebe as fitas está diretamente relacionado ao motivo e além de escutar as fitas, a pessoa tem que seguir uma série de instruções para passar a fita à diante para o próximo responsável.

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Prometo não dar muito spoiler mas você já deve imaginar que a raiz dos motivos é aquilo que muitos adolescentes passam na época do colégio: O BULLYING.

Lembro do dia quando fui apresentada a essa nova palavra sendo que já era vítima dela há muitos anos. A nova palavra se tornou rotineira assim como seu ato. Foi quando sua gravidade chegou a se tornar motivo de piadinha nos corredores. Com bullying não se brinca.

Para alguns pode ser bobagem mas já estava na hora do assunto ser tratado como protagonista, afinal o bullying é o gatilho para muitas das decisões por suicídio e não deve ser mascarado e tratado como algo sem importância.

A série deixou meu coração angustiado e me fez recordar a perseguição que sofri na época da escola. Apelidos, piadas, exclusão, perseguição. Coleciono histórias em que me senti humilhada pelos meus colegas e isso refletiu em um enorme complexo de autoestima, inferioridade, depressão e mania de perseguição.

Screen-Shot-2017-02-22-at-5.41.22-PMAcredito que quem sofreu com o bullying no passado sempre levará consigo essas cicatrizes e pode lidar com elas de várias maneiras. Trabalhando muito meu psicológico, passei a encarar as coisas de uma maneira diferente, criando um escudo onde cada agressão verbal não conseguia mais me atingir.

Eu espero do fundo do meu coração que a série incomode os espectadores ao ponto de não aceitarem o bullying em seu cotidiano, criando um novo olhar sobre as pessoas. #NaoSejaUmPorque e não machuque seus colegas, você não tem esse direito.

beeijos,
Mari Hessel

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O problema não é meu corpo, o problema é a sua cabeça!

Demorei a vida inteira para aceitar o meu corpo. Perdi muito tempo da minha vida me
julgando e não fazendo as coisas por conta do meu peso, me importando com o que as pessoas estão pensando de mim. Ir à praia era algo incrível, mas ainda menina pude perceber muitos olhares de julgamento, não só comigo mas com todos em volta que estavam acima do peso. Ou seja, ir à praia já não era tão legal assim.
O problema não é o bullying que seus “amiguinhos” fazem você passar no colégio. O problema é que quando você cresce (e fica adulta) o bullying ainda existe. Não são crianças aqueles que te ofendem: são adultos, familiares, “amigos” e “colegas de trabalho/faculdade”.
O problema não é só ser chamado de gordo. O problema é achar NORMAL AS PESSOAS TE OFENDEREM PELA SUA CONDIÇÃO FÍSICA. A sua condição física virou xingamento e as pessoas quando vão te ofender (pelas costas, normalmente) vão usar “ah aquela gorda” e não “ah aquela chata, etc”.

Resumindo: O problema não é o meu corpo e sim a sua cabeça! Não aceitar as diferenças é o MAIOR PROBLEMA dessa sociedade. As pessoas que não aceitam as diferenças do outro se acham no direito de ofendê-lo. Respeite as diferenças de quem esta do seu lado. Seja feliz e pare de olhar para a vida alheia. OLHA PRA SUA VIDA. SE AME E DEIXE AS PESSOAS SE AMAREM TAMBÉM!

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A categoria “Look do Dia” é totalmente terapêutica: empoderar o que eu não enxerguei por anos e para que eu me ame acima de qualquer coisa que possam me falar